Mujeres que “están andando”: translocalización y movilidad aymara en el norte de Chile (Región de Arica y Parinacota)

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Detalhes bibliográficos
Publicado no:Antípoda : Revista de Antropología y Arqueología no. 58 (2025), p. 131-155
Autor principal: Mansilla-Aguilera, Catalina
Publicado em:
Universidad de Los Andes, UNIANDES Journals (Revistas UNIANDES)
Assuntos:
Acesso em linha:Citation/Abstract
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Descrição
Resumo:El texto tiene como objetivo analizar, desde una perspectiva de género crítica, la movilidad de mujeres aymara articuladas en redes familiares translocales e intergeneracionales que desarrollan actividades ganaderas en la comunidad de Cobija (Región de Arica y Parinacota). Para ello, se expone la metáfora local “estar andando” como una expresión con la que las mismas mujeres conceptualizan su propia movilidad en el presente. Los resultados corresponden a un estudio cualitativo de caso elaborado mediante una etnografía multisituada de doce meses (2022-2023) con la comunidad de Cobija, que consideró una perspectiva feminista y que utilizó principalmente las técnicas de observación participante, conversaciones informales y entrevistas semiestructuradas. Se concluye que, mediante esta expresión, ellas piensan la movilidad como un “ritmo de las mujeres”, esto es, una práctica que asume un flujo en el que los traslados no se entienden como hitos aislados, sino como parte de una forma de vida en movimiento, que para ellas está conectada con una memoria de otras movilidades practicadas por generaciones anteriores. Junto con ello, el artículo pone de manifiesto que estas mujeres indígenas son activas participantes de la movilidad translocal, inclusive aquellas de primera generación, y que existen algunos factores sociales que dificultan su participación en la translocalización. Estos resultados son una contribución a los estudios sobre las mujeres indígenas y a las investigaciones acerca de las movilidades aymara en el norte de Chile. Además, ofrecen nuevos datos que matizan la perspectiva antropológica con la que se ha analizado la translocalización aymara, y que ha sido menos representada en el caso de las mujeres aymara chilenas. Under a critical gender perspective, this paper analyzes the mobility of Aymara women involved in translocal, intergenerational family networks who engage in livestock activities in the community of Cobija (Arica and Parinacota Region). The study introduces the local metaphor “to be walking” as a concept through which these women describe their own mobility today. Findings are based on a twelve-month qualitative case study using multisited ethnography (2022-2023) with the Cobija community, adopting a feminist perspective and employing techniques such as participant observation, informal conversations, and semi-structured interviews. The study reveals that, through this expression, these women view mobility as a “rhythm of women”—a continuous flow in which movements are not isolated events but part of a lifestyle rooted in generational memories of mobility. Furthermore, the article underscores that these indigenous women, including first-generation participants, actively engage in translocal mobility, though social factors can limit their participation. These findings contribute to research on indigenous women and Aymara mobility in northern Chile, providing fresh insights that refine the anthropological understanding of Aymara translocalization, an area where the experiences of Chilean Aymara women have been underrepresented. O texto tem como objetivo analisar, a partir de uma perspectiva crítica de gênero, a mobilidade das mulheres aimarás articuladas em redes familiares translocais e intergeracionais que realizam atividades de pecuária na comunidade de Cobija (Região de Arica e Parinacota). Para isso, a metáfora local “estar andando” é usada como expressão com a qual as próprias mulheres conceituam sua mobilidade no presente. Os resultados correspondem a um estudo de caso qualitativo elaborado por meio de uma etnografia multissituada de 12 meses (2022-2023) com a comunidade de Cobija, que considerou uma perspectiva feminista e usou principalmente as técnicas de observação participante, conversas informais e entrevistas semiestruturadas. Conclui-se que, por meio dessa expressão, elas pensam a mobilidade como um “ritmo de mulher”, ou seja, uma prática que pressupõe um fluxo em que os movimentos não são entendidos como marcos isolados, mas como parte de um modo de vida em movimento, que para elas está conectado a uma memória de outras mobilidades praticadas por gerações anteriores. Além disso, o artigo mostra que essas mulheres indígenas são participantes ativas da mobilidade translocal, inclusive as da primeira geração, e que existem alguns fatores sociais que dificultam sua participação na translocalização. Esses resultados são uma contribuição para os estudos sobre mulheres indígenas e para a pesquisa sobre as mobilidades aimarás no norte do Chile e oferecem novos dados que matizam a perspectiva antropológica com a qual a translocalização aimará tem sido analisada e que tem sido menos representada no caso das mulheres aimarás chilenas.
ISSN:1900-5407
2011-4273
DOI:10.7440/antipoda58.2025.06
Fonte:Social Science Database