Videoarte de Mulheres: Nossos Corpos, nós Mesmas : Corpo, Identidade e Autodeterminação nas Obras de Videoartistas Influenciadas Pelos Feminismos

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Publicat a:PQDT - Global (2025)
Autor principal: Furtado, Teresa Veiga
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ProQuest Dissertations & Theses
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520 3 |a O modo como os corpos das mulheres são afectados pela desigualdade de género é um problema social que tem vindo a ganhar visibilidade crescente nas sociedades ocidentais desde os movimentos feministas da Segunda Vaga. Nesse sentido, o lema feminista dos anos 1970 «os nossos corpos, nós mesmas>> reflecte a tomada de consciência das mulheres de que os corpos são o produto da acção de valores e práticas sociais, bem como da necessidade de reclamarem o controlo sobre os seus corpos para poderem formar livremente as suas identidades, autodeterminando-se e criando-se a si mesmas como Sujeitos. Quatro décadas volvidas, este mote continua a ser recorrente, mantendo um lugar de destaque na videoarte de mulheres. Tendo por pano de fundo uma linha orientadora que cruza três vectores a arte, o género, e os movimentos sociais feministas, e os seus pensadores e académicos principais em diversos ramos da Sociologia e das Artes Visuais, bem como das Humanidades, construímos o objecto de estudo, focado sobre as relações entre a videoarte de mulheres centrada no corpo na identidade e na autodeterminação, a dimensão de género e os movimentos sociais feministas, no período compreendido de 1965 a 2007, num contexto ocidental. A metodologia usada teve como objectivo fundamental efectuar a ponte entre o nivel microssociológico das expressões, condutas e gestos corporais presentes nos vídeos e o plano macrossociológico das forças sociais mais amplas, institucionalizadas e origem de desigualdades, como as forças de género e as de «raças. Nesse sentido, socorremo-nos da análise de conteúdo de um conjunto de videos por meio da contabilização de categorias análise de conteúdo relativas às principais temáticas relevantes para o objecto de estudo, como o corpo, a sexualidade, a violência, o olhar, as incorporações de masculinidades e de feminilidades, o Sujeito e o Não-sujeito.Concluiu-se, deste estudo, que existe, seguramente desde os anos 1960, um trajecto que continua a ser percorrido nos nossos dias, conduzindo da dessubjectivação das mulheres à sua subjectivação. Na realidade, verifica-se a denúncia das circunstâncias em que vivem submetidas as mulheres Não-sujeito, designadamente: no casamento enquanto mercantilização do trabalho doméstico feminino, físico, emocional e afectivo, não remunerado; na incorporação das normas patriarcais de feminilidade; na intersecção das desigualdades de género com as de raça, e as de idade; na comercialização e objectificação dos seus corpos na publicidade e na pornografia; na violência de diversos tipos, como a sociocultural, a sexual e a psicológica, exercida contra as mulheres. Nota-se, simultaneamente, um movimento progressivo em direcção às mulheres Sujeito, ilustrado, por exemplo: na capacidade de apresentação de uma narrativa da representação de si mesmas auto-reflexiva e coerente; no controlo sobre a função reprodutora do seu corpo; na promoção de uma sexualidade plástica ligada à relação pura e ao amor confluente assente no mutualismo, não subjugada à heterossexualidade, ao casamento e à familia nuclear, no recombinar dos pólos dicotómicos e hierarquizados em que se baseou toda a modernidade como os da vida pública e os da vida privada.Tendo, neste momento, como oponente aguerrido o neoliberalismo que procura dividir, desigualar e hierarquizar as sociedades, as mulheres Sujeito são, aliás, as actrizes centrais de todo o movimento feminista, sobretudo preocupado até aos anos 1980 com reivindicações pela paridade no seio do que se poderá denominar de politica da emancipação, tendo depois disso passado a um trabalho em prol de uma politica da vida e das sexualidades impulsionado pelo pensamento Queer e feminismos da Terceira Vaga. The way women's bodies are affected by gender inequality is a social problem that has been gaining an increasing amount of visibility in Western societies since the Second Wave feminist movement. The 1970s feminist slogan our bodies, ourselves reflects the awareness of the fact that women's bodies are the product of the action of social values and practices, as well as of the need to demand control over their bodies in order to be able to freely form their identities, while self-determining and self-creating themselves as subjects. Now that four decades have passed, this motto continues to be important, holding a central and prominence place in women's video art. Considering a guiding line that covers three areas art, gender, and feminist social movements as well as its main thinkers and scholars in various branches of Sociology, Fine Arts and Humanities, we have built the object of study of this essay, namely, the relationship between women's video art focused on the body, identity and self-determination, and gender along with feminist social movements in the period 1965-2007, In a Western context. The methodology used had as its primary goal to create a link between the microsociological level of expressions, body gestures and behaviours in the videos and the macrosociological level of broader, institutionalized social forces, that are at the origin of inequalities, such as dimensions of gender and «race». For this reason, we applied content analysis to a set of videos, and proceeded to count the number of content analysis categories concerning matters relevant to the object of study, topics such as the body, sexuality, violence, the gaze, incorporations of masculinity and femininity, the Subject and the Non-subject.This study concluded that there is, at least since the 1960s, a path that continues to be travelled today, leading from women's non-subjectivity to women's subjectivity. There is a denunciation of the circumstances Non-subject women live under, that is to say: marriage as a commodification of female domestic, physical, emotional and affective unpaid labour; the incorporation of patriarchal narms of femininity, the intersection of gender inequalities with those of race, and age; commercialization and objectification of women's bodies in advertising and pornography; violence of various kinds, such as sociocultural, psychological and sexual violence against women. A progressive movement towards Subject women can also be seen, illustrated in the following examples: the ability to present a narrative of a self-reflexive and coherent representation of the self; the ability to control the reproductive function of their body, the ability to promote a plastic sexuality associated with a pure relationship and confluent love based on mutualism, a relationship not subjugated to heterosexuality, marriage and the nuclear family, the ability to recombine dichotomous and hierarchical poles, as those of public life and private life, poles on which the whole of modernity was built.Having neoliberalism as an aggressive opponent today, an opponent that seeks to divide, uneven and hierarchize societies, Subject women who have been at the very core of the feminist movement as prime actresses, a feminist movement which was concerned with demands for parity, until the 1980s, within what we could call an emancipation policy, and thereafter shifted its concerns in favour of a life and sexualities policy driven by Queer thought and feminisms of the Third Wave. 
653 |a Violence 
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